quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Conflitos no Egito e na Tunísia e os desafios de uma cobertura inusitada


As barreiras impostas pela comunicação tendem a se diluir quando há disponibilidade de diálogo. A comprovação disso foi a entrevista feita na tarde dessa quarta-feira, dia 9, com um representante de uma ONG Egípicia e uma estudante de Arquitetura Tunisiana. Feita em três linguas - francês, Árabe e inglês - com a colaboração de jornalistas Canadenses, a conversa esclarecedora demonstrou o quão importante é estar disponível e aberto para entendimento mútuo, botando por terra barreiras polílicas e fronteiras.

protesto de Egípicios e Tunisianos no dia 09

A proximidade geográfica do Senegal com o Egito e com a Tunísia facilita a vinda de representantes desses países ao FSM. Todos os dias há protestos e mobilizações de representantes desses países pelas ruas do campus da universidade de Dakar. Foi em uma dessas mobilizações que surgiu a oportunidade de entrevistar Mohamoud El-Adawy, representante do Centro de Desenvolvimento para Consulta e Treinamento, uma Ong da cidade do Cairo. Quando perguntado qual é a atual perspectiva do povo Egípicio na luta pela queda do regime imposto pelo presidente Hosni mubarak, Mohamoud afirma com convicção que a única perspectiva aceitável e a queda de Hosni. Essa afirmativa reforça o quanto o povo Egípicio está firme na luta contra o atual regime. Mohamoud também reforça o quanto os egípicios estão unidos. Ele diz que na terça, dia 8, um protesto encabeçado por jornalistas egípicios para anular uma reunião ministerial se transformou em mais uma grande manifestação popular. Com um sorriso que espressava tristeza, o ativista egípicio diz que o atual governo é estúpido porque toma decisões que vão contra a vontade do povo, e isso que tem sido o principal motivo para as constantes manifestações. Com as restrições políticas no país, todos os partidos de oposição migraram para uma nova forma de organização em busca de reaver poder político. Agora, os partidos oposicionistas ao governo de Mubarak se tornaram todos Ongs.

Mohamoud El-Adawy, representante do Centro de Desenvolvimento para Consulta e Treinamento


O clima de conflito em alguns países africanos tem razões diversas e similares ao mesmo tempo. A estudante de arquitetura da Tunísia, Rym Klila, presente na mesma entrevista feita no meio da rua, explica que em seu país as motivações do conflito são mais por uma briga de gerações do que por razões unicamente políticas. Segundo Rym, a juventude tunisiana busca maior liberdade, liberdade essa tolhida pela postura conservadora das gerações mais antigas. A chamada revolução do celular demonstra o poder das novas tecnologias e da comunicação no ascesso a informação e na possibilidade de articulação. Foi através do aparelho - comum em todas as partes do mundo hoje - que jovens estudantes articularam os protesto em busca de democracia no país. O ascesso a internet também foi uma das razões para as transformações na consciência da juventude tunisiana.

A força demonstrada por esses povos reforça a necessidade de união em prol das lutas populares. Mesmo com Estados armados e repressores, essas pessoas têm consigo revolucinar a conjuntura política africana. Se torna cada vez mais difícil, em um mundo dinâmico e globalizado, manter determinadas políticas de opresão. As novas gerações têm hoje maior conhecimento e capacidade de articulaçãos que as anteriores não tiveram.

No final da tarde dessa quarta, 09, um grupo realizou uma passeata pela libertação desses países. A solidariedade de vários representantes de países de todo mundo podia ser vista nos gritos de Liberté Egipt, free Tunísia! Ficou no ar a sensação de que a lingua, a nacinalidade ou a orioentação política não dizem nada quando o motivo é liberdade e humanidade.

O que conta são as pessoas







terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Vida de Estudante

O fato das aulas na universidade de Dakar não terem sido suspensas durante a realização do FSM 2011 têm se mostrado mais uma oportunidade de aprendizado e vivência do que um contratempo. Com mais de 40 mil estudantes, vindos de vários países da África, a universidade é considerada umas das melhores do continenete e, com certeza, uma das maiores que já vi. Com mais de 70 hectáres, o campus é pulsante e lotado de jovens ávidos pela oportunidade de estudo. A falta de estrutura adequada parece não incomodar os estudantes, que em grande parte moram no próprio campus, em enormes residências universitárias. Mas isso é só uma aparência, porque incomoda sim.

No quarto de Alioune na residência universitária



No meu primeiro dia no FSM, perdido e confuso, assim como todos os participantes devido a falta de um programa - que só ficou pronto no meio da tarde de segunda - fui ajudado por estudantes voluntários no Fórum. Um deles era Alioune Badara, estudante de Letras. Não pensava que naquele momento confuso e preocupente, já que nem o acampamento eu tinha encontrado e me arrastava depois de quase dois dias sem dormir direito, estava fazendo um amigo. Alioune virou por livre iniciativa meu anjo da guarda, não me deixando só por sequer um minuto. Contar com o auxílio dele foi o melhor que podia acontecer, pois descobri aqui que as poucas aulas de Francês e o dicionário não ajudavam muito, assim a comunicacão se mostrava complicada. Alioune fala inglês e essa é a lingua que tenho usado aqui, além do português com os brasileiros e com o pessoal da Guiné Bissau.





Foi com Alioune que conheci um das várias residencias universitárias do campus. Com quatro andares esse complexo abriga mais de 7 mil estudantes. Foi lá que pude compartilhar com Alioune e seus amigos um pouco da vida desses rapazes e moças tão belos e prestativos. O primeiro ipacto é a quantidade de gente. Aliás, isso é em todo o lugar, não apenas nas residências. Subimos dois lances de escadas, em meio as paredes azuis e brancas, sujas e repletas de avisos e mensagens, até chegar ao quarto de Alioune. Com cerca de 2 metros quadrados, o quarto e dividido com 6 a 8 pessoas! Fico surpreso e pergunto como eles fazem para dormir em até 8 pessoas em um espaço tão apertado. Sorrindo Alioune me diz que dois dormem na cama de solteiro no canto e os demais se espremem em outros dois colchões no chão, que só são ajeitados na hora de dormir. Peço a Alioune para tomar um banho e ele me leva ao banheiro. No caminho jovens mulçumanos - que são cerca de 90% da população no Senegal - rezam nos corredores da residência, em pequenos tapetes, virados para Meca, a cidade sagrada do Islã, enquanto abrem e fecham as portas dos quartos em um ritual comum para os Mulçumanos. Não sei bem porque, mas já tinha visto aquilo em algum documentário sobre o Islã. Eles rezam, se levantam, abrem e fecham a porta do quarto umas três vezes, e voltam a rezar. O banheiro da residência é coletivo.O chão molhado encharca a barra da minha calça. De um lado os chuveiros e de outro os vazos. Mulheres e homens dividem todos os espaços da residência, menos os quartos. O convívio entre moças e rapazes é amigável e respeitoso, mas sem perder a naturalidade de uma boa amizade, com carinho e atenção, mas sem conotações sexuais veementes. As moças parecem mais fechadas, menos conversadoras, principalmente com um estrangeiro como eu, mas nada tão repressor e distânte como em países como o Irã ou a Arábia Saudita. O Senegal não é uma uma república islâmica, apesar de a maioria dos seus cidadãos serem mulçumanos. Aqui todos convivem pacificamente. Não há disputas de natureza religiosa ou étnica.

Para fazer o chá

Tenho um sentimento aqui de estar em casa. Não é clichê de negão brasileiro na mãe Africa, até porque aqui estou mais pra branco do que pra negro! Mas o olhar das pessoas, os sorrisos, a presteza em certos momentos servil, me deixou apaixonado por esse povo, tão sofrido e tão querido. A noite do meu primeiro dia no Senegal terminou com um chá na residência universitária - que dá um barato muito loco e é vendido legalmente - com Alioune e seus amigos, em meio a risadas e tentativas de conversas sobre futebol - é claro, os africanos são loucos por futebol brasileiro - sobre o ex-presidente Lula - que no mesmo dia discursou no fórum e afirmou que a Africa precisa investir em agricultura - e sobre a vida no Brasil e no Senegal.

Estou sinceramente encantado com a forma como os Senegaleses tem me tratado, a vida sofrida, mas feliz, a simplicidade do cotidiano desses milhares de jovens que para comer se aglomeram em filas imensas e disputam espaço de tigelas em punho nos RUs para fazer duas refeições no dia, me é familiar. Mas acho que o que é mais familiar e aconchegante, é o olhar desse povo, sua bondade, sua veracidade. Lembra o brasileiro. Queria eu agora fazer poesia com essa alegria que irradia dos Senegaleses e do povo africano, mas o micro aqui já pifou uma vez, já reescrevi o texto e o dia ainda me espera lá fora, cheio de histórias, que me deixam com lágrimas nos olhos só de pensar em contalas.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Cidade sem lei: o show acontece, mas a luta continua!

Por Elaine Tavares - Jornalista
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O filósofo Enrique Dussel tem uma definição de “comunidade” que é sempre bom a gente lembrar. Ele entende que quando se fala essa palavra não se está querendo dizer todas as pessoas de um determinado espaço geográfico, mas sim aquelas que num espaço geográfico participam ativamente da vida deste lugar. É por isso que - neste episódio envolvendo o show do Ben Harper/prefeitura/ Skol - quando se fala em comunidades do sul da ilha há que se ter bem claro que estamos falando das gentes que, vivendo no sul, se encontram, se mobilizam e atuam propositivamente dentro destes espaços, seja nas lutas pela infra-estrutura ou nas lutas macro-políticas como as da construção do Plano Diretor.
Assim, durante toda a última semana a comunidade organizada do sul da ilha esteve envolvida com a discussão da realização do mega-show do Ben Harper na praia do Campeche. Entendiam as entidades que toda a questão havia sido mal conduzida. A Skol realizou uma campanha via internet, sem consultar qualquer órgão público da cidade. Não houve articulação com a comunidade e muito menos foram seguidos os trâmites legais para a realização de um evento desta natureza. E aí é bom que se diga. O lugar onde agora será realizado o show é particular sim, mas este não era o local original do evento. Era a praia e a área de preservação permanente, espaços públicos e de proteção. Foi a luta da comunidade que acabou forçando a Skol e o proprietário do bar onde será feito o show a buscarem a legalização do evento.
Durante a queda de braço entre os grandes empreendimentos e a comunidade organizada do sul da ilha muita coisa foi dita. Nem vou falar das barbaridades da imprensa – principalmente o grupo RBS – porque todos sabem quais são os interesses desta gente. Seu negócio é o lucro. Não importa que para isso seja preciso destruir o modo de vida de toda uma comunidade. Mas, dentre as declarações, a que mais causou estupor foi a do proprietário do “Point do Riozinho”, o bar onde será realizado o show. Ele disse, num programa de rádio da CBN, que estava fazendo um bem para o Campeche e que as pessoas que estavam contra o show apenas defendiam interesses particulares. Ou seja, ele inverteu o assunto. A comunidade que desde há anos luta para manter seu modo de vida diante dos ataques do capitalismo e do progresso a qualquer preço foi acusada de defender “interesses pessoais”. E ele, um empresário que só visa o próprio lucro foi saudado como o benfeitor do bairro. Inversão total de valores.
Dois pesos e duas medidas
O presidente da Amocam, Ataíde Silva, lembra que o bar “Point do Riozinho” legalmente está na mesma situação que estava o Bar do Chico, recentemente derrubado pela prefeitura com o aval do “verde” Gerson Basso. Ou seja, o bar está localizado nos 33 metros da área de marinha, exatamente como estava o Bar do Chico. E só funciona porque a associação comunitária conseguiu garantir um ajustamento de conduta para que o empreendimento pudesse continuar por ali, exatamente como iria ser feito com o bar do Chico. Mas, o bar do Chico significava a preservação de um Campeche diferente, de vida simples, de natureza preservada, de eventos populares, de preservação da cultura local, de política, de luta comunitária. Por isso foi ao chão. Já o Point do Riozinho é a representação de um outro modo de vida, do consumo, do mega-show, da mercantilização da praia, da natureza tornada objeto de consumo, da festa privatista. É por isso que a comunidade se levantou em luta. Porque as gentes organizadas não querem isso para o Campeche nem para o sul da ilha.
Mas, a prefeitura mostrou muito bem qual é o seu plano para o sul. Desde o ano passado que pipocam por todas as comunidades os grandes empreendimentos imobiliários. Esgotados os recursos do norte da ilha, os abutres agora voejam pela região do sul da ilha. Como uma nuvem de gafanhotos as empreiteiras estão devastando as áreas e fincando prédios, sem qualquer preocupação com o ambiente ou com a sustentabilidade. O comportamento da municipalidade diante da investida da Skol mostra bem o quanto as comunidades estão desprotegidas. Sem qualquer respeito pela decisão da gente organizada do sul da ilha, a prefeitura, na pessoa do vice-prefeito João Batista Nunes, passou por cima de todas as regras para garantir que a Skol realizasse o show na praia do Campeche.
Para se ter uma idéia, se a comunidade desejasse fazer uma quermesse numa rua qualquer, ela teria de encaminhar uma série de ofícios, para uma série de órgãos, respeitando rigorosamente os prazos de antecipação, em torno de 20 dias. Sem isso, não há quermesse. Pois a Skol decidiu fazer um show na praia do Campeche, não consultou ninguém, não mandou ofício nenhum e, quando a comunidade foi para a rua questionar esse fato, eles então procuraram a prefeitura, com medo de que seu evento gorasse. E a prefeitura, numa atitude servil, desconsiderou qualquer prazo, qualquer trâmite legal e liberou todas as licenças. Por quê? Porque a Skol é uma grande empresa e tem muito dinheiro para dar.
A surpresa da noite
Nesta quinta-feira, dia 3, depois de receber o aviso de que a Câmara de Vereadores havia suspendido a sessão ordinária - onde as lideranças do sul da ilha iriam manifestar sua indignação e cobrar uma posição dos vereadores diante do absurdo praticado - a comunidade decidiu realizar uma reunião no Clube Catalina, Campeche. A idéia era fazer uma avaliação de todo o movimento e discutir novas ações para forçar o governo municipal a dar sequência ao processo do plano diretor, parado depois de um golpe efetuado pela municipalidade.
Durante mais de duas horas as pessoas falaram e avaliaram a luta. No geral todos entenderam como muito positiva a retomada do debate e da ação para a consolidação do Plano Diretor construído coletivamente que enfatiza e defende uma vocação para o sul da ilha. Durante quatro anos, as comunidades, em representativas reuniões, discutiram e deliberaram: a vocação do sul não é a do mega-turismo predador como o que destruiu o norte da ilha. Este é um espaço de moradia, de vida e também de turismo, mas um turismo que respeita o modo de vida das gentes que aqui decidiram fazer sua morada. Alguns jornalistas de boca alugada insistem em ridicularizar este jeito de viver, mas isso nada mais é do que a boa e velha pregação ideológica. Tal como dizia Marx, ideologia é o encobrimento da verdade. Assim, estes sacerdotes do capital jogam para a cidade a idéia de quem que está em luta são apenas “gatos pingados”, “bolivarianos”, “hippies”, “desocupados”, ou seja, gente inútil que não quer o progresso. Eles não, são os gerentes do progresso, os vassalos do capital, os que querem o “desenvolvimento”. Ora, a única coisa que se desenvolve nesta lógica predadora é o bolso de alguns.
Pois a surpresa da noite foi a chegada do vice-prefeito João Batista Nunes quando soaram as dez badaladas. Dando uma de bom moço ele disse que foi à comunidade para informar que tudo o que havia sido reivindicado estava providenciado. Todas as licenças haviam sido dadas e o evento iria acontecer sem qualquer problema de segurança, de transtorno ou de depredação ambiental. Ainda teve o desplante de dizer que, graças ao movimento feito, a prefeitura tinha tomado conhecimento do evento e, com isso, estava podendo oferecer toda a estrutura. Algumas pessoas presentes à reunião se indignaram e perguntaram: como a Skol havia conseguido as licenças num prazo recorde de quatro dias? Ele não respondeu. Mas disse que a cidade não poderia dizer não a um evento como esse. Ou seja, declarou em alto e bom tom que a prefeitura é refém desta gente. Depois, ainda não satisfeito com todas as críticas colocadas pela comunidade ele informou que a prefeitura iria liberar a realização do mesmo show também no domingo “para atender aos que ficaram de fora”, mas que este seria realizado no norte da ilha. “Houve muita expectativa”, afirmou. De novo, o absurdo. A Skol criou a expectativa de um show para milhares e agora estava em apuros. Aí, a prefeitura de Florianópolis vem e a salva.
“Estou aqui para dialogar”, disse Nunes. No que foi rebatido veementemente pelas pessoas presentes na reunião. Não era um diálogo. Tudo estava cumprido. A Skol comandou a ação da prefeitura, a Skol deu as cartas. A comunidade não foi ouvida nem respeitada. O interesse que prevaleceu foi o da empresa de cerveja. Ela burlou todas as normas, todas as regras, todas as leis. E ainda foi “ajudada”. Que mais pode ser dito sobre esta questão? Cada um que tire suas conclusões.
O fato é que a comunidade do sul da ilha vai seguir lutando. Segunda-feira, dia 07, estará outra vez na Câmara de Vereadores cobrando dos nobres edis o cumprimento das leis. Afinal, não estamos no velho oeste, onde a força estava na quantidade das balas das armas dos bandidos. Ou estamos?

Fonte: http://eteia.blogspot.com

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Palavrão na África


Começo a fazer às malas rumo ao continente mãe, a África! De passagem comprada para Dakar, no Senegal, para realizar cobertura do Fórum Social Mundial 2011 para sindicatos de Santa Catarina, começo a preparar o espírito para essa viajem que reserva, com certeza, muitas surpresas. Depois do FSM, fico mais 15 dias viajando pelo continente, na tentativa de conhecer o maior número de países. A Palavrão me acompanha nessa viajem e, se você quiser, também pode vir comigo! É só dar uma olhadinha de vez em quando aqui, nesse humilde blog, para saber da minha viajem. Roteiros, fotos, textos sobre minhas experiências lá serão compartilhados aqui. Dia 5/02 estou indo, espero que você me acompanhe.

Abraços,

Osíris Duarte

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Primeiras cores de 2011



Do alto das Dunas do Maçambinque eu e os meus vimos o ano começar em Tecnicolor... Isso depois da virada de ano mais zen do mundo: Praia deserta, mar, amigos e Deus.

Osíris Duarte