segunda-feira, 28 de julho de 2014

Você crê no que vê, apenas? Sabe de nada inocente...


O que a gente vive fortemente hoje - e me pergunto quando não - é uma necessidade construída de crer naquilo que vemos. Isso não é um cachimbo tio Foucault? heheheh Esse é um debate muito recorrente na fotografia, mas se aplica em vários campos da nossa vida. É como a primeira vez que houve uma exibição pública de cinema, que era apenas um tape de um trem vindo em direção a tela, e saiu todo mundo correndo da sala com medo de ser atropelado. Na época foi um susto, ninguém sabia o que era cinema ou que aquilo era possível! Imagem em movimento! Mas hoje, por mais que ainda tenha aquela tia que aborda o ator de novela e xinga ele por causa das maldades do personagem dele, estamos habituados com esse viver a "realidade" pelas imagens apenas. E, mesmo sabendo que não é real, que é uma mímese da realidade, o que vemos na tv tem um peso de verdade absoluta para muita gente. Nos acostumamos a ser levianos devido ao distanciamento paradoxal da aproximação que os meios de comunicação proporcionaram as sociedades no planeta hoje. Mesmo não presenciando os ditos "fatos" e apenas vendo o que empresas nos mostram (sejam de comunicação ou não) defendemos com unhas e dentes o que os âncoras de telejornais dizem. Os interesses quase sempre não ficam claros e construirmos opinião galgados em fatos que por vezes não são, ou são totalmente distorcidos. Portanto, reafirmo: Não contente-se! O exercício da apuração é tão importante hoje para o cidadão quanto é para o repórter. No passado não tínhamos tantas alternativas e meios para apurar informações. O questionamento ficava para o desconfiômetro! Agora não tem desculpa. Dá pra ver claramente quem se informa e quem de enforma, saca?! O analfabetismo midiático é hoje um problema tão sério quanto o analfabetismo funcional ou total. A falta de "lastro" de conhecimento pelas falhas (ou projeto de sacana) no sistema de educação, o tipo de valores fomentados nas sociedades capitalistas modernas e o grau de comodismo que a alienação proporciona fazem com que a gente alimente um mundo de mentiras aprazíveis aos momentos oportunos. Há de se ter cuidado e prudência. É como usar camisinha sempre. Nunca se sabe quando podemos cometer um ato falho. 

Osíris Duarte

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